
Organizações terão que investir em treinamento, prevenção e políticas internas para se adequar às exigências do Ministério do Trabalho.
Foi adiado para 2026, mas nem pense que o assunto perdeu a urgência. Pelo contrário: a atualização da NR-1, norma do Ministério do Trabalho que exige das organizações a inclusão dos riscos psicossociais (como estresse, burnout e ansiedade) no programa de gerenciamento de riscos, é um chamado claro para começar as mudanças já.
Estabelecer uma cultura organizacional realmente preparada para prevenir riscos psicossociais não se faz da noite para o dia. Não é algo que se resolve em uma semana, em um mês, nem em três meses. Exige treinamento, capacitação, revisão de processos, engajamento das lideranças e, principalmente, ações consistentes no dia a dia para criar um ambiente saudável e seguro para todos.
O prazo para começar a fiscalização foi estendido para 26 de maio de 2026, mas até lá o Ministério do Trabalho e Emprego vai focar na orientação e educação das empresas, sem autuações imediatas. Isso significa: quem deixar para a última hora vai ter sérios problemas para se adequar.
A nova norma exige a identificação dos fatores de risco psicossocial, como assédio, metas inalcançáveis e jornadas abusivas, e a criação de políticas e práticas para combatê-los. O MTE já disponibilizou um guia para ajudar as empresas nesse processo, mas a transformação só acontece se houver um compromisso real de todos os níveis da organização.
Quem não se adequar até o prazo pode ser multado, além de outras possívels penalidades. O recado é claro: saúde mental agora é prioridade legal — e precisa fazer parte da cultura de todas as organizações.
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